Na carreira de Inteligência, o provimento regular por concursos públicos é um ideal a ser praticado, pois contempla a perspectiva de renovação constante e gradual do quadro, bem como a possibilidade de planejamento da Instituição e dos interessados neste trabalho, se possível com entradas a cada dois anos.

Tal meta poderia ser alcançada com a realização de um concurso a cada quatro anos, com prazo de validade de três anos, por exemplo.

No atual momento de pandemia, a extensão do prazo de validade do concurso é um dos melhores cenários possíveis, desde que devidamente aproveitado por todos.

Até hoje, o quadro de vagas estabelecido nunca teve condições de ser preenchido. Uma das razões para isso é que a Inteligência não é uma atividade que possa crescer sem um planejamento coerente e sem metas exequíveis e verificáveis no médio prazo.

Ademais, é preciso crescer conforme as demandas dos usuários, as necessidades sociais e o grau de interação que se verifica com os parceiros do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN).

Assim, somos favoráveis ao chamamento dos excedentes e ao crescimento gradual da força de trabalho. Neste sentido, faz-se mister que a administração convoque os excedentes no maior número possível, dentro que permite o edital, ou adote um cronograma de chamada para os postulantes ao cargo.

Além de contemplar o anseio dos concursados e dos profissionais da ativa, tal medida atende à racionalidade econômica, primeiramente porque estão ocorrendo vacâncias por aposentadoria, falecimento, posse em outros cargos etc.

Em segundo lugar, pela fração residual de despesas que a entrada dos novos quadros traria para Administração Federal, pela otimização dos gastos com a realização do concurso de 2018 e em consideração ao próprio empenho dos que prestaram o certame e que aguardam ansiosamente por alguma definição.

Por fim, a atuação de nossa carreira tem sido cada vez mais endossada pelo tecido social, ciente de que está orientada por valores democráticos, republicanos e técnicos.

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