Nota sobre a paralisação nacional do dia 28/04/2017

28/04/2017

A convocação de uma greve geral pode ou não ser encampada pela sociedade, todavia, como toda manifestação deve ser respeitada em todo seu processo, bem como, a livre expressão e adesão individual ao manifesto.

O direito de greve carece de regulamentação e os servidores e demais empregados estão vinculados por decisões que exigem pré-requisitos, inclusive proibição e restrição de adesão para algumas categorias. No entanto, a Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência (Aofi) considera que o Brasil vivencia crises em diversas frentes sendo uma das mais graves a da relação entre representantes (deputados, senadores, executivo) e representados (a população em geral). À esquerda e à direita, a insatisfação se faz notar. Segundo o Latinobarômetro, nossos parlamentares, executivo e partidos atingiram seus piores níveis de rejeição superando a marca de 80% em momento que fazem tramitar decisões com efeitos de longo prazo na vida de todos.

Nesse cenário, toma corpo e legitimidade a convocação de uma greve geral pelas diversas organizações sociais que se julgam subrepresentadas tanto na formação da pauta política e de desenvolvimento social e econômico quanto na participação dos debates já em andamento.

A Aofi como representante de uma categoria com obrigações complexas concernentes à segurança da sociedade, do Estado e suas instituições (nelas incluídas as prerrogativas constitucionais) reconhece o direito de participação e expressão de seus filiados nesses atos. Comunica, entretanto, que as restrições legais os impedem de ter uma adesão plena. Informa que, por meio de enquete realizada por aplicativo de mensageria nos dias 25 3 26 abr. 2017, foi aprovada a participação ainda que simbólica de nossa Associação que subscreve nota do Fórum Nacional de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate – http://www.fonacate.org.br/v2/?go=noticias&id=1925).

Aofi expressa sua compreensão de que, no atual contexto, a despeito de restrições constitucionais, urge preservar o direito de manifestação livre e consciente. Considera os atos programados para o dia 28 abr. 2017 meios de ação política importantes e oportunidades nas quais se poderá depreender demandas legítimas não contempladas nos ritos hodiernos das relações entre os detentores de poder. Por fim, espera que estas não sejam maculadas pela violência ou cobertura de mídia que dê ênfase a atos dessa natureza, usualmente, minoritários.

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