A Inteligência como Carreira Típica de Estado

27/12/2016

O termo Inteligência se popularizou e ganhou diversas conotações. No meio privado, por exemplo, o uso dos nomes Inteligência Competitiva ou Inteligência Estratégica como forma de traduzir ações da esfera privada voltadas para a obtenção de informações de mercados ou de concorrentes, recuperação de ativos, avaliação de idoneidade de candidatos e empregados, e verificação de fraudes corporativas.

A Inteligência é uma atividade que tem por objetivo facilitar a tomada de decisão. A atividade de Inteligência tem função de reduzir incertezas e riscos nas decisões do Estado, permitindo melhor alocação de recursos no sentido amplo.

É sob esse aspecto – orientar ações e otimizar recursos – que se fala em comunidade de Inteligência composta pela colaboração entre diferentes órgãos e unidades. Na comunidade, cada órgão tem um setor de inteligência que busca informações para orientar as ações específicas do órgão, conforme objetivo de sua atividade finalística. Nesses casos, as informações geradas pela Inteligência inclusive podem – e devem – sinalizar aos órgãos competentes que devem abrir investigações ou ações judiciais.

Agência Brasileira de Inteligência – Abin é a unidade central dessa comunidade de Inteligência, que recebe o nome de Sisbin – Sistema Brasileiro de Inteligência. Mas a Agência não apenas funciona como unidade central do Sisbin: ela tem a atribuição precípua e finalística de produzir Inteligência de Estado.

A atividade de Inteligência de Estado tem função por si mesma, com intuito de orientar os governantes e representantes do poder Estatal em suas decisões. A Inteligência atende a áreas do núcleo estratégico Estatal, como forma de prover análise sobre informações relacionadas a possíveis ameaças à segurança do Estado em relação à busca dos interesses nacionais expressos na Constituição.

Essa é uma atividade feita com bastante discrição, de forma a colher percepções e informações diversas, sem que elas sejam superestimadas ou subvalorizadas.

Essa função é exercida por meio de análises de qualidade diferenciada, que considera informações sobre fatos, situações ou percepções que permitam traçar perspectivas sobre os temas de interesse do Estado ou que permitam proteger informações que o Estado considera estratégicas.

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