Inteligência na proteção do Estado

Além do dever de antecipar informações em busca de melhor posicionar o Brasil em decisões, a Inteligência de Estado deve proteger informações estratégicas nacionais.

Desde as primeiras denúncias feitas por Edward Snowden o Brasil e o mundo estão mais conscientes dos métodos usados pelos serviços de Inteligência estrangeiros. Os métodos incluem espionagem, interceptação de comunicações, e aliciamento e recrutamento de pessoas em postos chave de governo, da iniciativa privada e dos formadores de opinião. Não só empresas brasileiras, mas pessoas do Executivo e do Legislativo também são alvos em potencial.

As denúncias de que os EUA espionam órgãos do governo brasileiro e a principal empresa do setor energético brasileiro – a Petrobras – mostram que esta tarefa de Contraespionagem é uma demanda real para a Inteligência nos tempos atuais.

A Inteligência de Estado deve atuar nas áreas de contrainteligência e proteção de informações estratégicas, notadamente o combate à sabotagem e à espionagem e outras formas de ações adversas por estados estrangeiros.

O trabalho deve reunir órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência – Sisbin e deve integrar mecanismos para avaliação de dados nos âmbitos fiscal, financeiro e de comunicações em suspeita de espionagem, sabotagem ou interferência estrangeira.

A Inteligência de Estado também deve proteger o desenvolvimento científico e tecnológico nacional em duas grandes frentes. A primeira, de identificar pesquisas e desenvolvimento de tecnologias que sejam de interesse de países estrangeiros e que, portanto, devem ser protegidos de qualquer ação de espionagem, sabotagem, ou qualquer tipo de interferência.

A segunda atuação é a de garantir ambiente para desenvolvimento tecnológico em áreas estratégicas. Esta atuação pode ser indireta, por meio da obtenção de informações que favoreçam a pesquisa e indústria locais; ou pode ser direta, por meio do desenvolvimento de soluções tecnológicas específicas para a segurança de comunicações e tecnologias da informação, como já vem fazendo com a experiência das urnas eletrônicas e do desenvolvimento de sistemas de comunicação seguros para o Governo Federal.

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